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Construção do acesso de serviço ao Quebra-mar de protecção costeira das Lajes, concluído
(investimento total de € 674.343,18, menos € 71.028,82  que o valor inicial da adjudicação da obra)

 

Muito tem investido na vila das Lajes, este Governo de Carlos César, mas para alguns nunca é suficiente… mas, para mim, lá nado e criado até à entrada no mundo do trabalho, também nunca está concluído, nem acabado o esforço de melhoria das condições de vida das nossas Gentes, e sei que o mesmo é o sentimento de qualquer governante, seja ele Carlos César, o Roberto Silva, novel autarca, ou o mais humilde autarca de freguesia, mas deverá haver uma diferença: quando se faz, é legítimo que se reconheça que foi feito. Seja na recuperação da Fábrica da SIBIL, seja no aproveitamento do aterro que serviu de base ao desassoreamento da Lagoa e que hoje é um excelente parque de estacionamento na zona nobre da actividade marítimo-turística da vila, seja a recuperação do Forte de Santa Catarina, seja a construção do referido Quebra-mar, seja a ampliação do Museu dos Baleeiros e tantas mais.

Acesso ao Quebra-mar concluido

Agora, citando www.radioatlantida.net “promovida pela Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental (APTO), S.A. e executada pela empresa «OFM – Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A.» a construção do acesso de serviço ao quebra-mar de protecção costeira da vila das Lajes do Pico consistiu na edificação de uma infra-estrutura que garante melhores condições para a operação do porto das Lajes, permitindo, simultaneamente, a realização de inspecções periódicas à estabilidade dos mantos de protecção do quebra-mar destacado existente no exterior daquela baía do Sul do Pico. Esta obra desenvolveu-se no prazo de cerca de 180 dias, tendo contemplado o reperfilamento do núcleo de acesso provisório ao quebra-mar da protecção costeira da pitoresca vila das Lajes do Pico em TOT e o seu revestimento por mantos de protecção com blocos de dimensão adequada para resistir às solicitações da forte agitação marítima incidente na área.”

Fim - Outubro de 2010

É no entanto de relevar que “com esta obra a cota final do coroamento do acesso ao quebra-mar da protecção costeira das Lajes do Pico fixou-se a um nível mais baixo que a cota do muro do “Caneiro”, de modo a evitar, em condições de tempestade, os galgamentos para o interior da “lagoa”, sendo, ao mesmo tempo, e em termos de funcionamento hidráulico, permitida a renovação da água da bacia interna, através da execução de duas condutas adequadas à comunicação de fluxos de mar. A concretização desta obra resulta numa evidente melhoria das condições de exploração e desenvolvimento da actividade das embarcações que actualmente acorrem àquela infra-estrutura portuária, concretamente as da pesca, as marítimo-turísticas e as da náutica de recreio.”

Sucintamente poderemos afirmar que, ao contrário do que alguns protestavam e descriam, a obra foi feita devidamente, segundo as indicações dos técnicos desta área da hidráulica marítima, o que, para já, nos dá garantias de que é mais um empreendimento que contribuirá para minorar os estragos das águas alterosas que continuarão a afrontar a baia das Lajes.

Aliás é interessante referir que, nos primeiros dias de Outubro, em que o mar fustigou a zona residencial do Cais do Pico, na vila de São Roque, desde o Cais Velho, afectando designadamente a agência do Montepio Geral, também na freguesia de Buarcos, Figueira da Foz, o jornal O Dever daquela cidade noticiava: “Marés vivas causam prejuízos – Não há memória da forte tempestade no mar que provocou confusão e obrigou ao encerramento da Avenida Infante D. Pedro, exigindo a reabertura da Rua 5 de Outubro ao trânsito nos dois sentidos e estacionamento. O marégrafo, colocado no penedo da medrôa não resistiu à ondulação e foi derrubado (…) o bote “Pedro Emanuel”, exposto sobre o relvado junto às muralhas ficou parcialmente destruído, (…) as vendedoras ambulantes receberam um banho de água salgada inesperadamente e não ganharam para o susto. O vasto areal invadido por ondas enormes, mudava em pouco tempo à condição de lago, enquanto a população desfrutava de um belo cenário do alto das muralhas…”

Pois é caros leitores, lá como cá, também o mar, mesmo depois de efectuadas obras de contenção da sua força alterosa e imprevisível, continua a fazer das suas, pois só quem conhece a zona beira-mar daquela pitoresca cidade-foz do Mondego, poderá aquilatar da extensão de areal que as ondas tem de percorrer até atingirem as muralhas de Buarcos e assim sendo teremos de nos congratular por tudo o que vai sendo feito, depois de dezenas de anos de interregno, mas sempre cientes de que um dia tudo poderá voltar a acontecer, como se dizia na minha infância: o mar vai vir cá acima…

 

 

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